quarta-feira, 27 de maio de 2009

Pérolas do ENEM, Vestibulares, Provões

Sobres os egípcios:
"Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os mortos pudessem viver melhor."
Sobre a física, simplificando-a:
"A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que realizar em um metro de unidade de tempo , no sentido contrário"
Sobre a Democracia Grega:
"Na Grécia a Democracia funcionava muito bem porque os que não estavam de acordo se envenenavam"
Sobre o ser humano:
"O cerumano no mesmo tempo que constrói também destrói, pois nós temos que nos unir para realizar parcerias juntos"
Sobre o meio ambiente:
"Não concordo, não ce pode preservar só meio ambiente, é preciso preservar ele todo"
Sobre os Presidentes:
"O Brasil nao teve mulheres presidentes, mas teve várias primeiras damas do sexo feminino"
Sobre matemática na Amazonia:
"Quando desmata, uma vez que se paga uma punição xix, se ganha depois vários xises"
Sobre Geografia:
"A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos"
Sobre a História:
"A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentanea, que é a mais estudada"
"Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas"
Sobre Administração:
"O objetivo da Sociedades Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas"
Finalizando - Sobre a Bandeira Brasileira:
"Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu, o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira"
Taylor de Freitas

Valorizando os artistas da "terra"


Um projeto tramita na Câmara de Vereadores sobre as grandes festas da cidade de Divinópolis-MG, serem abertas com shows de artistas locais. Considero de grande valia pois estes ultimos terão oportunidade de apresentar seu trabalho com boa estrutura, público e emoção. A idéia pode e deve ser copiada por outros municípios. Divinópolis tem grandes artistas nas diversas áreas. Para aqueles que curtem o sertanejo animado (não é o meu caso), a dupla Renato Lima & André vem fazendo ótimo trabalho buscando encontrar seu espaço. Sucessos

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Jogo das Contas de Vidro

"Os espaços, um a um, deviamos
Com jovialidade percorrer,
Sem nos deixar prender a nenhum deles
Qual uma pátria

O Espírito Universal não quer atar-nos
Nem nos quer encerrar, mas sim
Elevar-nos degrau por degrau, nos ampliando o ser
Se nos sentimos bem aclimatados
Num circulo de vida e habituados,
Nos ameaça o sono; e só quem de contínuo
Esta pronto a partir e a viajar
Se furtará à paralisação do costumeiro"
Hermann Hesse, O Jogo das Contas de Vidro - Colaboração Andreza Cristina

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Feitiçaria e Religião: Crime?

Onde acaba a feitiçaria e começa a religião? A primeira é uma crença de sociedades ditas mais primitivas e a segunda o feitiço de outras ditas mais desenvolvidas.
Os feiticeiro entram em transe, fazem sinais cabalísticos, receitam e lançam maus-olhados. Os clérigos exibem roupas trabalhadas, mantos exóticos e, com gestos rituais, distribuem bênçãos e excomunhões. Ambos utilizam-se de rituais e poções as quais atribuem poderes mágicos e ou divinos. Qual seria a diferença entre o corno do rinoceronte e o pão ázimo para fins curativos. Um aumentaria a virilidade o outro fortalece a fé. Os borrifos do hissope são inócuos se a água for potável e as fogueiras dos índios também o são, se não se estender pela floresta.
Crenças são crenças não podem virar crime. Na África, sobretudo na Tanzânia, os feiticeiros atribuem aos albinos virtudes terapêuticas, quando incorporados nas poções para dar sorte e atrair riqueza - uma crença - , mas quando caçam homens e mulheres albinos para lhes extraírem a pele e outros órgãos, a fim de melhorarem a qualidade dos remédios que fabricam - um crime. A obscessão da Igreja contra o o uso do preservativo por "tribos civilizadas" do Vaticano não é uma crença, é um crime contra a saúde pública. Não se pode condenar a fé, a crença. O que tem que ser combatido é a sabotagem à utilização de métodos científicos de prevenção das doenças, de ações que promoveriam o bem social e clínico de um povo.
Considerar bruxa uma mulher não será grave, mas queimá-la, para erradicar a peçonha, como fez a Inquisição, torna a crença em crime e desperta a ira. Isso é inconcebível. Será o contrário até quando?
Nota – Por falar em albinos, que se estima haver cerca de 170 mil na África, nasce 1 em cada 20 mil habitantes na Europa e na América. Na África, nasce 1 em cada 4 mil nascimentos por ser um problema de hereditariedade que se agrava com as tradições endogâmicas.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O homem - Nietzsche

Nós fazemos acordados o que fazemos nos sonhos: primeiro inventamos e imaginamos o homem com quem convivemos para nos esquecermos dele em seguida.
Quem luta com monstros deve velar, por que ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo para um abismo, o abismo também olhará para dentro de ti.
Friedrich Nietzsche

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Dúvida: O que é Páscoa?

- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era... era melhor, sim... ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na Sexta-feira Santa.
- Que dia e que mês?
- (???) Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressuscitou três dias depois, no Sábado de Aleluia.
- Um dia depois!
- Não, três dias depois.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não! Morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é Sábado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se Jesus morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- Ui...
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Ai Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!
(Luis Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O que é Pedofilia?

Boa pergunta. Geralmente para as boas perguntas não se encontra resposta prontas. É preciso pensar.
Pela OMS - Organização Mundial da Saúde é um distúrbio psicológico e desvio sexual, uma doença. Para a sociedade um crime. Ou seja uma doença que leva o paciente a cometer um ato criminoso. Simples? Não. Inconcebível. É uma agressão das piores imagináveis. Abusam de crianças que no presente muitas vezes não entendem o que acontece mas que irão se recordar do corrido no futuro próximo. Façamos um exercício. Imagine você, adulto, que por um momento perdeu seu poder de discernimento e é vitima de um agressão. No entanto, no outro dia você começa a ser recordar lentamente dos fatos. Qual seria sua reação. Vingança talvez. Por fim, o que mais me intriga é que esta doença acomete pessoas consideradas até então, de respeito, pregadoras da paz, da fraternidade. Os superiores dos criminosos buscam meios de encobrir seus atos quando deveriam tratá-los. Essas atitudes nos levam ao caminho de cada vez mais desconfiar - para aqueles que confiaram - nas sagradas entidades pregadores e defensoas da justiça, da liberdade e do amor ao próximo.
Taylor de Freitas

Evo Morales em greve de fome

Diferentemente do povo brasileiro, os bolivianos, peruanos, dentre outros, usam manifestações para explicitar seus desejos sociais, políticos e ou defender alguma causa. Desta vez foi Evo Morales, presidente da Bolívia que demonstra sua indiginação. A Bolívia possiu uma Constituição recente e preve que Congressistas e Senadores marquem uma eleição geral. Ai reside o problema. Evo Morales apoiado por indígenas e pela massa tem reprovação da elite e por consequencia dos Senadores. Evo, seus partidários e os indígenas, principalmente defendem uma eleição onde Morales pudesse reeleger-se, já a oposiçã é contrária. Até ai tudo bem, podemos compreender. O que não se entende é a posição do Governo em não permitir um recadastraento de eleitores. Estima-se que pela falta de organização e anteriormente pela falta de interesse dos povos Indígenas pela questão política o cadastro de eleitores não estaria correto e confiável, o que causaria impacto na votação. A Bolívia país de tantos constrastes enfrenta mais uma crise. Dta vez não é povo, mas sim o Presidente que está em greve - de fome. Até quando.

Taylor de Freitas

terça-feira, 31 de março de 2009

E o Futebol Mineiro?

Tem de um a tudo aqui. Clubes incompetente transferindo a responsabilidade para outras pessoas. FMF sendo assaltada. A Competição caminha para a mesma disputa final. Clubes do interior se contentando em ter jogos contra Cruzeiro e Atletico em suas cidades, e pronto. Não dá pra esperar muita coisa. Se não houver uma mudança radical do ponto de vista organizacional, cultural, sem clientelismo e com profissionalismo continuaremos a presenciar a mesmice eterna, sonolenta e ineficaz. O que fazer? Várias são as opções mas todas, invariavelmente depende de vontade e comprometimento, o que me parece faltar em quase tudo nas diversos segmentos da vida em sociedade. E o povo vai se contentanto em ver o Campeonato do Cruzeiro e do Atlético. Tomara que eu me engane.
Taylor de Freitas

quarta-feira, 25 de março de 2009

A 'normalidade' do 'anormal', a violência.

Pensar em violência, é pensar na história da humanidade.
Desde seus primórdios. Seja nas cavernas – em busca do alimento, marcando seu espaço. Passando pela urbanização – na busca do poder, de ser Império - , chegando na metrópole onde tudo se mistura e a violência dita as regras do jogo de viver em sociedade. É a primeira cláusula do Contrato Social.
Muitos são os estudos que procuram entender o porque do uso da força nas suas mais variadas formas pelo homem, contra o homem. Tomas Hobbes, filósofo Inglês nos aponta três motivos principais: Primeiro: competição – seria o uso da violência para “ser senhor” da companheira, companheiros, dos filhos, do gado, do outro. Segundo: a insegurança – a violência como meio de defesa. Terceiro: pela reputação, pela ganância, pelo poder, pela glória.
Jean-Jacques Rousseau afirma que o homem é naturalmente bom, sendo a sociedade culpada pela sua “degeneração” e que somente através de um acordo, um contrato, um Estado todos poderiam viver em paz, sem necessariamente ter de submeter-se a governos e ou governantes.
A prática nos mostra algumas divergências:
Mesmo diante dos contratos, das regras, das leis, da religiosidade, da culpa. O que vemos são sociedades cada vez mais violentas. Seria, senão infindável, extensa a lista de formas e meios em que esta última é empregada. Vai do simples ao absurdo, inaceitável. No entanto, o problema não reside na sua intensidade, crueldade, intencionalidade. O grande mal está na sua naturalização, no tratamento que damos à violência.
Nada nos assusta. Os direitos violados, a injustiça, o desprezo, a discriminação, a violência sexual, moral, física. A negligência, a violência doméstica, psicológica, socioeconômica. Enfim, a violência incorporou-se ao dia a dia.
Enfim, sabemos que ela existe, sabemos que é maléfica, mas, estranhamente vivemos em paz com a violência e a perpetuamos em nossos atos cotidianos.
O ser humano, invejoso, copia; passa a carregar o embrião da violência dentro de si.
E muitas vezes de forma inconsciente, a gente vê, a gente faz.