Adoro as coisas simples. São o último refúgio das pessoas mais complexas.
Oscar Wilde - escritor irlandes (1854-1900)
quarta-feira, 26 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
O Brasileiro Ignorante e o Futebol
É sabido, ou pelo menos se diz o Brasil é o país do futebol. Posso até concordar: é o país do futebol, da corrupção, dos escandalos, das tragédias, dos crimes. Mas voltemos ao futebol. O torcedor aqui é muito fanático. Quebram as sedes dos clubes, destroem carros de atletas que perdem gol, de árbitros que supostamente erram, protestam. Vão aos aeroportos esperar os jogadores para protestar, criam comunidades na internet, gastam dinheiro, pagam o onibus as vezes precário e partem rumo ao estádio, vezes para torcer e vezes para contradizer as ordens do técnico. Até ai tudo bem. Acho até válido esse 'amor' ao futebol. Parabéns. Agora venho com a minha sugestão: porque não agem assim os torcedores com os nossos políticos. Vejam só: os clubes de futebol não apresentam qualquer retorno ao torcedor, apenas o prazer de gostar de determinada equipe ou algum tiro sem saber de onde (bala perdida) quando da saída do estádio. Quanto aos políticos, esses são os responsáveis (desculpe pela palavra responsável) pelo dinheiro arrecado pelos impostos, taxas, etc... A classe política decide o que fazer com o seu dinheiro. Pois bem meu caro torcedor, voce mesmo que torce por alguns homens correndo atrás da bola bem que podia pegar um onibus, ir aos aeroportos, com bandeiras e tudo mais e cobrar que os nossos políticos sejam minimamente mais honestos. Detalhe: não precisa comprar ingresso, eu pago.
Taylor de Freitas
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Então: falta tempo.
Esse tal de tempo é algo que deixa todos inquietos. Bom, todos não sei, eu pelo menos. E ai, se liberarmos o pensamento então, é digno de auto tortura. Quanto tempo estaremos por aqui e quando vamos habitar o inevitável desconhecido. Como diria Eduardo Gianetti: tudo agora, ou deixemos um pouco para depois. Difícil é fazer as contas e obter resultado satisfatório.
A palavra chave seria: COMPENSA.
Compensa o desespero contra o tempo já que sempre falta tempo. Compensa? Nao sabemos quanto tempo temos apenas percebemos que nos falta o tempo.
As "células" da vida em sociedade se mutiplicam: familia, trabalho, prazer, luxo, fé (ou a falta dela). O certo, o errado. O bom o ruim. O que? Como será o fim?
Fim. Seu, meu ou do tempo. Seria dos tempos?
A palavra chave seria: COMPENSA.
Compensa o desespero contra o tempo já que sempre falta tempo. Compensa? Nao sabemos quanto tempo temos apenas percebemos que nos falta o tempo.
As "células" da vida em sociedade se mutiplicam: familia, trabalho, prazer, luxo, fé (ou a falta dela). O certo, o errado. O bom o ruim. O que? Como será o fim?
Fim. Seu, meu ou do tempo. Seria dos tempos?
Taylor de Freitas
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Argentina - Tango - 2010

Nunca sonhei em ir num Safari ver os bichos, mas quando fui a África não tinha como não ir. Pois é. Como ir a Buenos Aires e não assistir ao Show de Tango. No estilo família, lá vou eu. Mochila acompanhando, Hotel de 1 estrela, ou melhor de 0,75 de estrela, mas perto da Corrientes, uma das principais avenidas do centro de Buenos Aires que desemboca na 9 de Julio, onde fica o pirulito de Buenos Aires, tipo o da Praça Sete de Belo Horizonte, e de tantas outras cidades. É o tal do marco ( nunca ninguém me apresentou este Marco, mas tudo bem ). Acho que essa foi uma das viagens que mais andei a pé, só perde para as caminhadas em Berlim e Praga. Mas vamos a Buenos Aires. A primeira pergunta é sobre a rivalidade entre Brasileiros de Argentinos. Tenho a dizer que fomos muito bem tratados, exceto por um taxista que queria dar uma volta a mais comigo, e eu, desci do carro. Foi até hilário. Não sou de fazer isso, mas fiquei puto em ser enganado por um Argentino ( calma, sem rivalidade ). No mais só alegria. A viagem incluiu ir ao Uruguai de barco, medialunas, cervejas, vinhos, algumas compras com devolução do imposto e Tango. Esquina Carlos Gardel foi o escolhido. É mais tradicional. A pacotinho inclui jantar, vinho a vontade, sobremesa e o show. Não é preciso gostar de dança, de musica ou de sei lá o que. É um show. É tipo o safari. Não precisa gostar. Subir no Jipinho que só se ve no filme e ir pra mata achar os bichos. É isso. O show conta a historia da vida de Carlos Gardel. O lugar é muito bonito. E o legal, e que valoriza a viagem é a mesa do jantar. Deve ter uns 30 metros de cumprimento. Você de uma lado, sua companhia em frente a você e do seu lado... bom do seu lado, você não sabe quem é. Isso que é o bom. Ao meu lado tinha um nipônico ( inclua japonês, chinês, coreano ) na frente um Alemão. Nesse ponto as culturas se misturam. Pra além do Tango fomos no Cemiterio Recoleta conferir se Evita tinha morrido mesmo, fomos ao Caminito, La Boca, Bombonera, e por ai vai. Não sei se volto. Não porque não tenha gostado, pelo contrário, mas por ter muitos outros locais pra se conhecer e o tempo ( entenda dinheiro ) ser pouco.
* Os posts são publicados não na ordem das viagens. O tempo não permite, e sempre que possível faça algum pequeno relato de viagem, mas sem me preocupar com a cronologia.
Taylor de Freitas
Taylor de Freitas
Uruguai - Colônia de Sacramento - 2010
A coisa teve feia por aqui: desde de 1680 a turma de Portugal se desentendeu com a turma da Espanha na criação da Colonia do Sacramento no Rio Prata. Os anos de passaram e la por volta de 1825 o Brasil já era mais Brasil entrou na parada também, ai já viu. A tal da Guerra da Cisplatina. Pois bem. Esgotada as pólvoras aqui estou eu no Uruguai, em Colonia do Sacramento pra ver se está tudo ok. E está. Típico local turístico, pequeno, com suas casas de cores diferentes ( as cores indicavam a classe social do morador ), suas ruas pequenas e calçadas, seus bares tipo caverna e o Rio Plata. De Buenos Aires embarquei no BuquesBus , mas através da Seat Colônia ) é mais barata que o BuqueBus, e cheguei a mesma coisa ) e passei o dia
na pequena cidade que foi motivo de guerras. Ainda se encontra as edificações das batalhas, armas, canhões, aquelas pontes que abrem com uma corrente enorme que geralmente se vê nos filmes. Pois é, existe, aqui, no Uruguai, perto da gente.
Taylor de Freitas
| Estrutura de guerra. Ao fundo o Rio Plata |
segunda-feira, 15 de março de 2010
O que for, quando for, é que será o que é
Quando vier a primavera, se eu já estiver morto, as flores florirão da mesma maneira e as árvores não serão menos verdes que na primavera passada. A realidade não precisa de mim. Sinto uma alegria enorme ao pensar que minha morte não tem importância nenhuma. Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo; e gosto porque assim seria mesmo se eu não gostasse .
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro (1889-1915) poeta Português
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Mídia Momentânea
Alguem ouviu falar que acontecera um terremoto no Haiti? Alguem ouviu falar que Lula e CNBB entraram em "confronto" em relação ao fato de Jesus ter feito aliança ou não com os Fariseus? Aposto que não se lembra mais do casal Von Richthofen. O Jardineiro que que sabia de tudo na
política? O caixa 2 da campanha de Lula? O mensalão, o Marcos Valério, o Azeredo? E o Maluf? Ricardo Teixeira da CBF? Roberto Jeferson?, dentre outros. Quem ganhou o carnaval do Rio de Janeiro? Acho que voce sabe. Pois é. Culpa da sua ignorância em ficar "preso" ao Jornal Nacional e seus amigos concorrentes. A notícia não é notícia, é o momento. Bom para os que descumprem a lei pois, tem como aliados a própria imprensa (ou sua maioria) que na onde do modismo colabora e muito para o esquecimento dos fatos mirabolantes que conhecemos. Resultado: na hora do voto voce esquece e aposta novamente no seu candidato preferido, aquele que foi esquecido pela imprensa, por você e por consequência teve seu crime perdoado. E claro que daqui uns dias já vai esquecer o que acabou de ler. Boa viagem
política? O caixa 2 da campanha de Lula? O mensalão, o Marcos Valério, o Azeredo? E o Maluf? Ricardo Teixeira da CBF? Roberto Jeferson?, dentre outros. Quem ganhou o carnaval do Rio de Janeiro? Acho que voce sabe. Pois é. Culpa da sua ignorância em ficar "preso" ao Jornal Nacional e seus amigos concorrentes. A notícia não é notícia, é o momento. Bom para os que descumprem a lei pois, tem como aliados a própria imprensa (ou sua maioria) que na onde do modismo colabora e muito para o esquecimento dos fatos mirabolantes que conhecemos. Resultado: na hora do voto voce esquece e aposta novamente no seu candidato preferido, aquele que foi esquecido pela imprensa, por você e por consequência teve seu crime perdoado. E claro que daqui uns dias já vai esquecer o que acabou de ler. Boa viagem
Taylor de Freitas
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O Homem, lobo?
"Os homens devem ter corrompido um pouco a natureza, pois não nasceram lobos e acabaram se tornando lobos"
Voltaire - (1694-1778) - Filósofo Iluminista Frances
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Que casem os pares de iguais.
Somos todos conhecedores da máxima de que "nada se cria, tudo se copia". Verdade pura. Nas pequenas coisas que ESCREVO estão reunidas as diversas cópias de diversas leituras que fiz. Claro que junto às leituras estão as minhas concepções, idéias e ideais, mas o que é isso senão copiar o que o outro faz ou o que o outro pensa? Talvez questione o motivo desta introdução. Explico: tratarei a seguir da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a contrariedade causada nas religiões. A introdução é necessária para alertar que grande parte deste texto é retirada, principalmente, dos escritos de Hélio Sc
hwartsman, filósofo do qual sou fiel leitor, sobretudo de suas colunas na Folha de São Paulo. Após as justificativas, enfim o texto:
hwartsman, filósofo do qual sou fiel leitor, sobretudo de suas colunas na Folha de São Paulo. Após as justificativas, enfim o texto:
A discussão é boa. Aliás, qual a sua opinião? Pessoas do mesmo sexo podem se casar, tem direito aos direitos ou devem ser "aniquiladas" como pecadoras do mundo moderno?
Aqui não me interessa a resposta, mas sim a pergunta: Eles ou elas não são cidadãos como os outros e por consequência não teriam os mesmos direitos já que tem os mesmos deveres?
Cheio de interrogações. É: Novamente a religião marca presença e provavelmente se você for seguidor ou leitor da bíblia ou de ensinamentos religiosos estará condenando estas uniões que já ocorrem de forma legal na Espanha, Holanda, Bélgica, Noruega, Suécia, Canada, Africa do Sul (isso mesmo no Continente Africano) e mais recentemente em Portugal ( e não é piada de portugues). Respeitemos a liberdade religiosa, de crenças, de fé, de deus ou deuses, mas também não deveríamos respeitar a vontade das pessoas já que estas tem o livre-arbítrio "dado pelo poder divino"? Tá faltando respeito por ai.
Até onde sei (se é que sei) a Igreja Católica utiliza-se da Bíblia como livro Sagrado que reúne os ensinamentos que devem ser seguidos pelos cristãos para encontrar o reino do céu, fugir do pecado, perdoar e ser perdoado, dentre outros. Vamos à algumas recomendaçoes e autorizações presente no referido livro conforme relata Schwarsman em seu artigo na folha de São Paulo: "vender sua filha como escravas (Êxodo 21:7), assassinar parentes que abracem outras religiões (Deuteronômio 13:7)" ou ainda pregar a condenação do próximo só pelo motivo do próximo não ser um dos seus "Quem crer e for batizado será salvo, quem porém não crer, será condenado (Marcos 16:16). Voce poderá indagar que tudo deve ser aplicado à sua época e não podemos cometer anacronismos. Se for esta sua dúvida, respondo com sua resposta: tudo deve estar relacionado à sua época e se podemos assim definir, hoje vivemos a época onde as pessoas buscam ser respeitadas nas suas singularidades, nos seus desejos. Este -a princípio - simples objetivo dos homens incomoda a muitos que ainda tentam moldá-lo e não orientá-lo de forma racional em sua beleza, plenitude e criatividade.
Que deixem as pessoas se casarem, se amarem, se separarem, se re-casarem, ter filhos, adotar uns outros, decepcionar-se, envelhecer juntos ou só, deixar herdeiros de capital e de gratidão, para que assim um dia morram. Isso é a vida.
Taylor de Freitas
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
E as pessoas boas?
Como pode um Deus permitir tanta miséria?
Melhor ser ateu. Um ateus destes que gostariam muito de acreditar em alguma coisa.
Um ateu rezando para estar errado.
Pois não é que hoje morreu um anjo!
Um anjo pediatra. De sorriso lindo.
Um sorriso, me desculpem o trocadilho, angelical.
A primeira vez que vi tal sorriso foi em 1973.
Na capa de uma revista esportiva a qual trazia estampada o novo Cardeal de São Paulo.
Eu estudava em colégio de padre onde o diretor não sorria e nem deixava sorrir.
Imaginem minha surpresa! Um Cardeal de riso aberto na revista com uma bandeira do Corintians.
Descobri que o sorriso era do mais puro aço, inoxidável, imprescindível, inestimável.
Dom Paulo Evaristo Arns era feito de pedra e sentimento. Um anjo na Sé.
Anos depois conheci Zilda. Crianças no colo. Amor pra dar sem vender.
O mesmo sorriso do irmão. Um sorriso de forquilhinha.
Quis o destino. Deus?
Levar desta terra a bela pastora.
Esse Deus que quer todos os sorrisos para si.
Pois. Deus!
Se é que você existe mesmo guarda bem este anjo que se foi quando ajudava tantos anjos numa terra de miséria sem fim.
Guarda bem esse anjo, Deus.
Pois a terra ficou mais vazia no dia de hoje.
E o céu? Se é que o céu existe mesmo, o céu ficou mais azul.
Por Roberto Vieira (nordestino brasileiro e saibam isso é muito do muito)
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